segunda-feira, junho 26, 2017
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Conheça Andrew Keen – O AntiCristo da Internet e autor de “Vertigem Digital”

O primeiro livro de Andrew Keen foi lançado em 2007 , “Culto do Amador” ( boa leitura para um fim de semana com chuva, garantimos boas risadas , e um pouquinho de reflexão ), Mr. Keen criticava o conteúdo produzido por usuários amadores, em seu novo livro “Vertigem Digital” o alvo agora é a superexposição provocada por Facebook, Twitter e outras redes sociais.

 

“A internet deve sempre preservar a autonomia do indivíduo. Os pensamentos originais só aparecerão quando as pessoas rejeitarem essa doutrina da multidão”

 

Mr. Keen sabe muito bem o que atrai as pessoas na internet : AMOR E ÓDIO. Discursos de como a internet mudou o mundo e como esta transformando a forma de relacionamento entre as pessoas atraem tanto quanto os brados de que é uma ferramenta da burrice e da inutilidade.

O fato é que brotam especialistas nesse mundo… Gente que entendeu que uma boa discussão atrai as pessoas.

Fazendo um comparativo popularesco ; a internet hoje atrai as pessoas assim como um acidente de trânsito atrai os olhares dos outros motoristas. “A verdade é que todo mundo gosta de ver uma tragédia controlada”.

Reproduzimos abaixo a entrevista dada ao Estadão sobre o livro:

 

O que é a “vertigem digital”?
Uso o termo de diferentes formas. Primeiro, é uma metáfora do filme Um Corpo que Cai (cujo título original, ‘Vertigo’, significa vertigem), de Hitchcock, no sentido de que estamos nos apaixonando por algo que não existe. Do mesmo jeito em que no filme Jimmy Stewart se apaixona por uma loira que não era loira, nós também nos apaixonamos por uma internet que tem algo de “social”, mas que não é realmente social. É exatamente o oposto. Vertigem digital também é a sensação de desorientação, resultado das atualizações em tempo real no Facebook e no Twitter.

Qual é o problema das redes sociais?
Ao viver mais e mais em público nas redes sociais, estamos enfraquecendo nosso lado humano, banalizando nosso eu interior, transformando nossos sentimentos e emoções em mercadorias. Quanto mais nos expomos publicamente, mais narcisistas nos tornamos. Como (Michel) Foucault argumentou, a visibilidade é uma armadilha. E em nossa era de hipervisibilidade, ela é uma hiperarmadilha.

Vê algo de valor nelas?
Sim. No Twitter, onde eu sou @ajkeen, posso atacar a mídia social.

O Brasil é um dos países com mais usuários de redes sociais. Por que atraem tanta gente?
A mídia social é um tipo de narcótico. Quanto mais a usamos, mais ficamos dependentes dela. Há um claro crescimento do vício nas redes sociais, tanto no Brasil quanto em qualquer outro lugar.

Desde que Facebook, Zynga e LinkedIn abriram capital, suas ações só caíram. O lado “social” da web não conseguiu se estabelecer como negócio?
Não é verdade. Acho que a mídia social é uma grande coisa. O Facebook ainda vale US$ 60 bilhões, o que é uma incrível e ridícula quantidade de dinheiro para uma startup. O LinkedIn continua a operar bem. O Twitter deve abrir capital nos próximos anos e deve receber uma valorização de bilhões de dólares. Grandes empresas têm feito aquisições recentemente. Não é uma bolha. É o futuro da forma como nos comunicamos, em uma rede cada vez mais onipresente.

Você diz no livro que a rede social está substituindo a vida. Não é exagero?
Não é. No livro, eu cito o personagem Sean Parker do filme A Rede Social, que diz: “Primeiro nós vivíamos em aldeias, depois em cidades, e agora vamos viver na internet”. Acho que ele está certo. No século 21, nós vamos viver na internet. Este será o lugar em que difundimos nossas identidades. Mesmo nosso estado físico vai se espelhar em nossa identidade digital.

Hoje há muitos críticos da ideia de que a tecnologia melhoraria o mundo. A utopia tecnológica está acabando?
Há um grupo de pessoas muito inteligentes – Nicholas Carr, Sherry Turkle, Jaron Lanier – que critica a utopia tecnológica. É uma evolução excelente. Precisamos de mais debates sobre os temas que estão mudando a sociedade e a identidade no século 21. O que une esses críticos, e me incluo nisso, é que todos acreditaram na utopia no passado, mas se tornaram céticos em relação aos benefícios da revolução digital. E ainda assim nenhum de nós é ludita. Não queremos voltar à era analógica. Mas defendemos uma atitude mais moderada e equilibrada em relação ao impacto da tecnologia.

É possível ter privacidade na mídia social?
É, mas Google e Facebook têm de abdicar do seu modelo de negócio, em que nos dão a tecnologia “de graça” e nós lhes entregamos nossos dados pessoais que eles vendem aos anunciantes. Esse modelo não funciona. Nós precisamos começar a pagar por nossas redes sociais. Quando isso ocorrer, então poderemos confiar nelas.

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E-commerce Girl
Solange Oliveira é especialista em e-commerce, tem 20 anos de experiência em T.I. e já operou os maiores e melhores e-commerces da America Latina. E-commerce Girl como é conhecida no twitter e Facebook, participa de palestras e cursos no Brasil e Europa. É apaixonada por tecnologia e louca por e-commerce. Sócia da e-Vision Consulting , e-Vision Vagas Encontre Solange em (11) 2424-9635 ou no Skype : solange_evision
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