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A Síndrome do Comprador e do Comprado.

58,3% de todas as fusões e aquisições (F&A) não só falharam em criar valor para os acionistas, mas fizeram com que as ações perdessem valor, resultando em uma perda de 1,2% em todas as transações.

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sindromeEm um encontro com amigos no final de semana, tive a triste noticia de mais algumas demissões.

Curiosamente quando analisávamos os motivos ( isso é um forma bonita de dizer que estávamos mesmo era desabafando sobre essa porcaria de ambiente corporativo em que vivemos ; para mim no passado porque abandonei as corporações por não entender como em uma instituição que tem objetivos claros de ganhar dinheiro se perde tanto tempo com política – alias política mal feita, se bem feita fosse seria, uma delicia trabalhar nessas corporações ); os motivos das demissões foram as fusões e aquisições.

Segundo Wiki:

Fusão é a operação societária por meio da qual duas ou mais sociedades comerciais juntam seus patrimônios a fim de formarem uma nova sociedade comercial, conseqüentemente deixando de existir individualmente. Difere da incorporação, que a operação que resulta da absorção de um ou mais patrimônios de uma sociedade, por outra sociedade (ou outra figura qualquer empresarial).

Voltando pra casa, pensando enquanto dirigia, comecei a contar nos dedos por quantas fusões e aquisições já passei, e me espantei com o número – Foram 6!!

Minha vida profissional em Tecnologia já soma 21 anos, e estatisticamente falando a cada 3,5 anos as fusões emplacavam meus sonhos profissionais.

Em 5 fusões não fui beneficiada, e em 1 delas covardemente me retirei já esperando o pior.

Só de Bancos foram 61 Fusões ou Aquisições! Desde 1998! veja o link abaixo:

http://www.riskbank.com.br/anexo/fusoes.pdf

Recordo-me que em todas elas o primeiro discurso é sempre o mesmo: ( em itálico a tradução )

  • Todos os salários e benefícios de ambas as empresas serão mantidos, e posteriormente serão feitas “adaptações” para a nova empresa.  “
    • Analisaremos qual empresa tem o menor grupo de benefícios e utilizaremos para todos
  • Não haverão demissões;
    • Só haverá um realinhamento de cargos e salários , para as posições onde existem duas pessoas com hierarquia similar será mantido o profissional da empresa compradora.

É nesse ponto que levanto a discussão sobre a “Síndrome do Comprador e do Comprado” .

  • O quanto é reconfortante ser o Comprador? Já que seus benefícios e forma de remuneração correm risco.
  • O quão  desafiador é ser o Comprado?  E Mostrar que se a empresa onde você trabalha foi  absorvida porque tem valores técnicos e comerciais importantes que o seu patrimônio intelectual tem que ser preservado para que a fusão possa valer as projeções feitas nos escritórios das consultorias.

De acordo com o Boston Consulting Group. Entre 1992 e 2008 cerca de 58,3% de todas as fusões e aquisições (F&A) não só falharam em criar valor para os acionistas, mas fizeram com que as ações perdessem valor, resultando em uma perda de 1,2% em todas as transações.

Tipicamente, um dos aclamados benefícios de uma aquisição é a redução dos custos de back-office. A teoria é que através da combinação do sistema das duas companhias participantes haveria geração de economias de infra-estrutura.

Então porque o percentual de falha é tão grande?

Gordon Lovell-Read, CIO, Siemens ( com grande experiência no assunto ) disse:.

“Estive envolvido em mais de 30 aquisições, algumas amigáveis e algumas, não. Felizmente existe somente um caso em que eu fui obrigado a abandonar as premissas da companhia que estávamos adquirindo. A maioria das questões podem ser reconhecidas já na fase de diligência, de forma que os CIOs podem se preparar. O envolvimento no início do processo irá determinar se a integração será ‘leve’ ou ‘pesada’”.

Bom, parece que tive sorte não é? Todas as que passei foram bem “pesadas”.

Na verdade eu entendo que os estudos feitos para as fusões não levam em conta o  principal item da fusão. AS PESSOAS.

Já vi e analisei os relatórios das fusões, se fala muito na carteira de clientes, na redução de custos pela ‘junção” do BackOffice e da participação maior no mercado e o ultimo item, detalhado numa folha A4, é descrito o patrimônio intelectual com o seguinte equivoco analítico:

Empresa A te 550 colaboradores, Empresa B tem 200 colaboradores, com a Junção dos escritórios teremos lugar para 600 pessoas!!  Faças as contas.

A questão chave é que qualquer fusão ou aquisição tem um impacto enorme sob as pessoas. Existem divisões de cultura e a insegurança sempre orienta as ações nesses dias

Interminaveis reuniões com os departamentos causam pânico pelos corredores, auditores sisudos em seus ternos azuis marinho andam pelo corredores olhando friamente para as pessoas em suas mesas – prontas para o abate! Mundos são revirados.

TI deixada para fora
De acordo com a pesquisa da Informática e conduzida pela Bloor Research e a NCC – Fusões e aquisições e seus impactos na TI – apenas 21% das companhias pesquisadas sentem que as considerações dos problemas da TI têm tido a relevância adequada na decisão de realizar uma fusão ou aquisição.

Mais de 50% das companhias não estavam aptas a prover nenhuma integração em menos de três meses da aquisição, então era impossível entregar o relatório financeiro. No entanto, os benefícios de uma dessas ações devam ser apresentados em menos de 100 dias.

Mais de 33% das companhias não esperavam completar a integração em menos de dois anos ou não podiam dizer quando isso aconteceria.

Pouca documentação de sistemas, ausência de metadados, diversas e mal administradas fontes de dados e a baixa qualidade das mesmas também foram relatadas como problemas significantes por mais de 50% das companhias. Falta de planejamento da integração dos processos de TI foi citado como um problema significante por 54% dos respondentes.

A Bloor diz que está claro a partir do comentário feito por respondentes reais – entre 60 CIOs e líderes seniores – que TI não se sente adequadamente consultada antes ou durante um processo de aquisição na maioria dos casos.

Além disso, o negócio não entende os problemas que podem emergir de pouca documentação, falta de metadados e outras questões que precisam ser entregues antes ou ao início do processo.

Conseqüentemente,  é muito fácil para o negócio subestimar o trabalho a ser feito e os custos e tempo envolvidos. Muitos negócios simplesmente não têm entendimento de TI e, na falta dele, o negócio tomará por supostos que é fácil integrar sistemas de organizações distintas. Além disso, essa é uma das coisas que se você não sabe, simplesmente não sabe, e talvez nunca ocorra às pessoas de negócio que deveriam consultar a TI sobre as complexidades da integração e do tempo necessário.

Resolvi então o mistério – Escolhi a área errada!! TI não esta nos planos das fusões.

Meus amigos demitidos nos últimos tempos são todos de Tecnologia, sofrem hoje a recuperação de quem passou pela “Síndrome do comprador e do Comprado”

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1 Comentário

1 Comentário

  1. Fábio Cegali

    agosto 13, 2009 em 2:42 am

    Solange, entendo que essa crise veio nos trazer algo de bom: critérios melhor definidos e observação mais cuidadosa da cultura do ‘Comprador e do Comprado’.

    Eu mesmo, tendo respirado, como executivo, os ares do mundão de instituições financeiras, assisti a desastrosas aquisições (ou participei de pelo menos uma, o que é pior) que não ficariam devendo nada às invasões bárbaras.

    Mas parece que o tempo faz milagres e as pessoas, por incrível que pareça, aprendem – consciente ou inconscientemente. Veja o exemplo do Banco Nacional, que foi comprado pelo Unibanco, que foi comprado pelo Itaú. Um pouco do primeiro (absorvido em 1995) ainda permanecia no segundo, e um pouco do segundo certamente vai impregnar o primeiro (tido como um devorador atroz de suas ‘vítimas’). Tem também aquele outro caso do ABN-Real que, mesmo comprado pelo furioso banco espanhol (com fogo nas ventas), manteve seu presidente, o generoso Fábio Barbosa.

    Ou seja, se minha hipótese estiver certa – sou um eterno otimista! – fusões e aquisições devem se tornar cada vez mais suaves. Para a alegria de quem é comprado.

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De Dentro do e-commerce World!

Brasil é alvo diz ALIBABA

O Brasil na rota do e-Commerce Mundial

Publicado

Em

by MARCELO NINIO  DE PEQUIM para a Folha

“Somos uma força revolucionária”, diz Zeng Ming, estrategista-chefe do grupo Alibaba, a maior empresa de comércio eletrônico da China –e, em breve, a número um do mundo, preveem analistas.

A imodéstia de Zeng é explicada pelos números estratosféricos. Eles fizeram do Alibaba um fenômeno em constante crescimento desde sua criação, em 1999, época em que poucos na China sabiam o que era internet.

Jack Ma, fundadordo sitede e-commerce chinês Alibaba_ ecommercegirl.com

Jack Ma, fundadordo sitede e-commerce chinês Alibaba

 

Embora o sucesso não tenha se repetido no Brasil, onde o Alibaba desembarcou em 2010, Zeng afirma que o país tem potencial para ser um dos maiores mercados de e-commerce do mundo, e por isso é um dos alvos estratégicos da empresa.

“Pode demorar, mas os exemplos vão convencer os empresários brasileiros.”

“No início, ninguém acreditava na gente. Só quando os primeiros clientes começaram a receber grandes encomendas do exterior é que as pessoas começaram a aderir. Hoje, temos usuários em 200 países.”

O Alibaba não é um site para consumidores, mas uma espécie de comunidade de negócios que facilita a conexão entre empresários.

No jargão do setor, um modelo conhecido como B2B (business to business).

Segundo a revista “Economist”, que colocou a empresa na capa de sua edição mais recente, o grupo Alibaba movimentou US$ 170 bilhões em vendas no ano passado, superando as gigantes americanas eBay e Amazon somadas.

“Sem a estrutura e a tradição do varejo americano, mas com a tecnologia em rápida expansão, pudemos inovar e mudamos fundamentalmente a paisagem de negócios da China”, disse Zeng à Folha.

A inovação foi criar uma ferramenta que permitisse conectar pequenas manufaturas da China ao mercado local e internacional.

COGUMELOS

A mudança, afirma Zeng, não se limitou aos centros urbanos nem à indústria.

“Com a ajuda do Alibaba, pequenos fazendeiros passaram a vender mel, cogumelos ou tomates a fornecedores que estariam inacessíveis sem a tecnologia”, diz.

“O consumidor também ganhou. Com o aumento da oferta, os preços baixaram.”

Empurrado pelo interesse mundial pelo mercado asiático, o negócio criado pelo professor de inglês Jack Ma explodiu, indo além do B2B para gerar duas outras empresas de e-commerce.

Há duas semanas, Ma, 48, anunciou que deixará o cargo de presidente-executivo, em meio a especulações de que o grupo abrirá capital.

Analistas consultados pela “Economist” estimam que, com a oferta pública inicial de ações, o valor da empresa ficará entre US$ 55 bilhões e US$ 120 bilhões. Para efeito de comparação, o Facebook é avaliado em US$ 60 bilhões.

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E-commerce Girl NEWS

O Governo Diz NÃO para o e-Commerce

Decepção: Na contra mão do Mundo, Governo Brasileiro diz – e-Comercio Eletrônico não interessa ao Brasil

Publicado

Em

by Folha de São Paulo

Negócios

 relacionados a comércio eletrônico não terão prioridade no programa Start-Up Brasil, do governo federal, que prevê investimento de R$ 200 mil e apoio de gestão a empresas iniciantes.

É o que diz o secretário de política de informática do Ministério da Ciência e Tecnologia, Virgílio Almeida. Segundo ele : “Propostas como essa correm sério risco de ficarem sem aceleradoras e não serem aceitas. O que queremos estimular são softwares e serviços de TI para indústrias importantes, como a de educação, saúde e defesa”, diz.e, negócios apenas baseados na internet, como os de comércio eletrônico, não interessam devido à saturação e por não serem “estratégicos para o país”.

Na última quinta-feira, o governo lançou a segunda fase do programa, que vai apoiar até cem start-ups (empresas iniciantes de base tecnológica). As inscrições começam no próximo dia 31.

Serão quatro os critérios de escolha. O mais forte, com peso 4, será o modelo de negócios, no qual os interessados deverão mostrar qual o mercado a ser atingido, os possíveis concorrentes e o potencial de crescimento.

Depois será avaliada se a solução tem tecnologias inovadoras, com peso 3.

A qualidade da equipe terá peso 2 na avaliação e serão analisados o currículo dos participantes e a capacidade de executar o que propõem.

Por último, com peso 1, as start-ups deverão ter projetos alinhados com o Plano TI Maior. Os temas prioritários dessa iniciativa são educação, defesa, saúde, petróleo e gás, energia, sistemas aeroespaciais, grandes eventos esportivos, agricultura, ambiente, finanças, telecomunicações, mineração e tecnologias estratégicas.

Uma comissão com representantes do empresariado, do governo e da academia vai fazer a escolha. Além da verba de R$ 200 mil, as start-ups receberão um montante variável de investimento privado das nove aceleradoras que foram escolhidas para participar da iniciativa.

O programa também terá uma representação no Vale do Silício para divulgar as empresas participantes.na contra mão do e-Commerce eCommerce Girl

(por REINALDO CHAVES especial para a Folha )

 

 

 

Vagas para e-Commerce e Midia Digital

 

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Dicas E-commerce Girl

10 e-Commerces mais acessados do Brasil

O Ranking dos 10 comércio eletrônicos ( incluindo Compras Coletivas ) mais acessados no Brasil

Publicado

Em

ranking eCommerce Brasil eCommerce Girl

By Hitwise

No ranking de audiência a sites de comércio eletrônico divulgado pela Hitwise, unidade de pesquisa da Serasa Experian, o Mercado Livre se manteve como o serviço que mais teve visitas no país. Foram 10,11% de participação de mercado em fevereiro, mesma índice registrado no ano passado, seguido pela  Americanas, com 4,80% de market share em visitas (veja abaixo a lista completa). Na sequência aparece o Buscapé, com 3,47%, que saltou da sétima para a terceira colocação. O site tomou o lugar do Groupon, que ocupava a terceira posição em fevereiro de 2012, com 2,98%, mas caiu para o décimo posto neste ano, com apenas 1,86% de partcipação de mercado.

Outra mudança foi da Netshoes. A loja virtual de artigos esportivos caiu do quinto lugar, com 2,54% da audiência na categoria, para a sétima posição, mesmo ganhando alguns décimos de participação de mercado e somando 2,74% de share. O Magazine Luiza, que antes figurava na oitava posição, sequer apareceu entre top 10 deste ano.

Fontes de tráfego

As categorias de site que mais geraram tráfego para essas páginas foram “ferramentas de busca”, com 27,29% do volume de acessos, redes sociais e fóruns (17,52%), sites de e-mail (6,15%), lojas de departamento (5,50%) e recompensas e diretórios (3,67%).

Distribuição regional

A região Sudeste concentrou as visitas ao comércio eletrônico, com 61,42% da participação no período de 12 semanas, encerrado dia 2 de março. O Sul do país aparece na segunda posição, com 15,17%, enquanto o Nordeste, Centro-Oeste e o Norte ficaram com 12,14%, 7,74%, e 3,53%, respectivamente.

1. Mercado Livre (10,11%)

2. Americanas (4,80%)

3. Buscapé (3,47%)

4. Dafiti (3,35%),

5. Bom Negócio (3,05%)

6. OLX (2,78%)

7. Netshoes (2,74%)

8. Shopping UOL (2,52%)

9. Casas Bahia (1,87%)

10. Groupon Brasil (1,86%)

Vagas para e-Commerce e Midia Digital

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