Fale Conosco

Uncategorized

Os Pais do Playground…

Publicado

Em

sb10062366x-001Para quem é observador como eu, e também não acredita nessa conversinha que a crise já foi ou que nem chegou , vai entender esse post.

Há algum tempo venho notando mudanças na frequencia do Playground do condominio onde vivo. Bom, para quem é consultor e vive de projetos, períodos “between jobs”   são comuns e já me acostumei a moldar um rítmo para esses periodos, e eu divido o dia em  blocos : 1 Bloco igual a 30 minutos…

Ao  acordar continuo mantendo a rotina da corrida matinal, mas não precisa ser tão matinal assim, e para isso eu uso 2 blocos.

Depois escrevo e respondo emails, post, twitto um pouco, escrevo meus artigos , pago contas, procuro oportunidades e para essa atividade uso 6 blocos.

E tenho as atividades com meu filho que se dividem em algo como: levar para a escola = 1 bloco , brincar um pouquinho  = 2 blocos e ir até o Playground 3 blocos.

Qualquer dia publico a tabela dos blocos para os “between jobs“.

Hoje quero falar do Bloco – Playground.

Me divertia indo até o Playground e observando o vai e vem das babás e seus divertidos comentários sobre as patroas, e eu no canto ouvindo e rindo.

Nos ultimos meses tenho notado que já não vejo tantas babás, elas foram substituídas por Pais; é Pais – ainda desconfortáveis sem a gravata e o terno. Pais com os cotovelos apoiados nos joelhos, olhar pálido para o horizonte indiferente as travessuras dos rebentos correndo de um lado para outro.

Notei que cada um fica em um canto do playground – é quase um vergonha estar ali, o número de Pais vem aumentando desde fevereiro, eram 2 agora são 8 e eu.

Nosso silêncio contrangedor deixava claro que a situação não é voluntária , um lê jornal o outro tenta interagir com seus Gêmeos loirinhos sapecas  e um deles me parece familiar; dia após dia as crianças correndo… e os Pais entristecendo. Criei coragem e me aproveitei do sol para puxar conversa:

– Quente hoje né? Até que pra um inverno a temperatura esta agradável…

Ele responde  – É…

– Desculpa perguntar, você não é o Fulano da XYZ ( empresa Alemã de ERP) – ele responde – Era… não sou mais!

-Puxa, Crise?  pergunto quase como se fosse uma doença ruím

– É o que parece, pelo menos foi o que me disseram.

– Entendo! ( disse eu )

Nesse momento um Sr. do seus 50 anos se aproxima  e começamos um papo animado – ele ex executivo de um famoso e-commerce também sofreu efeitos da crise… rimos um pouco, falamos mal de quem não esta presente ( não me critiquem…quem não faz isso??)

E no dia seguinte mais Pais Between Jobs se juntam ao papo, e fazemos o momento do Playground algo mais agradável.

Logo notamos que tínhamos em volta do gira-gira:

1 ex vice-presidente de uma multi nacional de Software, 2 Diretores de Tecnologia, 1 Diretor de e-commerce e 3 Gestores de Projeto de ERP.

Nunca um Playground foi tão tecnologico…

As crianças indiferentes aos desabafos, inquietudes e anseios do nosso grupo , continuam brincando e brigando pelo lugar no balanço…

E nós estamos pensando numa associação ou comunidade e nos auto intitulamos : ” Os Pais do Playground” !! Amanhã vou ensinar a eles  a teoria dos Blocos. 🙂

Continue lendo
25 Comentários

25 Comments

  1. Eduardo Marques

    julho 22, 2009 em 11:17 pm

    Sensacional… acho que vou usar a teoria dos blocos no trabalho tb… 16 blocos só pra reunião… e 1 bloco para realmente resolver as coisas!

  2. André

    julho 22, 2009 em 11:22 pm

    Entre um bloco e outro, quem sabe não sai uma nova ideia revolucionária.
    Com tanta gente boa junto, e com tanta energia da criançada por perto…

  3. Edgard

    julho 23, 2009 em 7:10 pm

    Adorei o seu artigo! Pela primeira vez, em quase vinte anos de trabalho, estou no playground e a sensação é realmente desconfortável…

  4. Fabiana Grinover

    julho 24, 2009 em 1:16 am

    Bem, se os Pais do Playground precisarem de uma super Gerente de Marketing para a empreitada, posso participar?
    Adorei o artigo!
    Boa sorte a nós todos.

  5. solange0307

    julho 24, 2009 em 1:23 am

    Edgar… Bem vindo a Turma do Playground!
    Divirta-se… é passageiro.. tudo na vida é!

    Doi eu sei.

    Preocupa eu também sei.

    (…) Mas isso também vai passar!

    Abs.

  6. solange0307

    julho 24, 2009 em 1:24 am

    Bem vinda Fabi!

    Sempre tem lugar pra mais um no grupo “os Pais do Playground” – hummm olha que idéia boa.. montar um grupo mesmo pra gente trocar CVs… experiencias, e trocar de playground de vez enquando né?

    bjka

    e Obrigada.

  7. solange0307

    julho 24, 2009 em 1:25 am

    Bom, Pelo menos vc não tá no Playground!

  8. solange0307

    julho 24, 2009 em 1:26 am

    É verdade! esse negócio vai pegar e a gente ainda vai montar uma empresa!

    hummm… pensando bem….

    Aí perde a graça!

    Bjka!

  9. Sandra

    julho 24, 2009 em 1:49 am

    Pais de Playground como eu…
    Aproveitem seus momentos com seus filhos pois esta será a boa recordação que teremos quando lembrarmos desta fase tão dificil….
    Boa sorte a todos nós….

    Sandra

  10. Lucas Castro

    julho 24, 2009 em 11:32 am

    Isso é dom…só pode!

    Sucesso

  11. robert woolley

    julho 24, 2009 em 12:24 pm

    Parabens pelo post ! melhor que muita coluna “especializada” de revistas e jornais.

    O importante é ser resiliente e de visão ampla !

    Abraço

  12. Capelli

    julho 24, 2009 em 12:36 pm

    Olá Solange,
    Gostei imensamente de seu artigo, leve e interessante..quase um bate-papo…tb estou no playground desde o final de 2008..e apesar de dedicar alguns blocos como tentando ser um consultor independente em RH..ainda meio sem “jeito”….preciso…definir melhor meus blocos para atravessar esta fase…. Parabéns e estarei acompanhando seus artigos…Abraço a todos do “Playground” ou não…

  13. solange0307

    julho 24, 2009 em 12:45 pm

    Oi Lucas…
    Na verdade isso e “tempo”…rs

    Abraço!

  14. solange0307

    julho 24, 2009 em 12:47 pm

    Roberto , Muito Obrigada!
    Fiquei surpresa com a repercusão sobre os Pais do Playground ( tive que traduzir para Ingles e Espanhol e enviar para alguns solicitantes )

    Curioso como somos tão iguais… e tão diferentes!

    Acompanhe o blog… semana que vem vou postar a teoria do blocos ( o pessoal tá pedindo…rs )
    Abraço!!

  15. solange0307

    julho 24, 2009 em 12:49 pm

    é Capelli acho realmente que todo mundo já teve seu momento playground!
    O importante é transformar isso numa coisa boa, mesmo porque não temos opção!

    Por causa dos momentos no Playground tenho hoje meu negócio , um sonho realizado, posso passar tempo com meu filho , que ainda esta longe da faculdade ( tem 6 anos ) e, prazerosamente escrever aos amigos no meu blog!

    Um abraço e cuide-se bem!

  16. Sthenyo Amadei

    julho 24, 2009 em 1:59 pm

    É claro que a tentação de transformar o playground em uma empresa de serviços de entretenimento é grande, está no sangue, mas como a Sandra disse lá em cima, que tal só aproveitarmos o tão famoso “quality time” com as crianças. Eu estou adorando!!!

  17. solange0307

    julho 24, 2009 em 9:28 pm

    EU TAMBÉM!!!

  18. Marcelo

    julho 26, 2009 em 4:45 pm

    Solange, excelente mesmo seu artigo. Eu quase nunca leio blogs ou tópicos na internet, mas este foi preciso e objetivo.

    Minha experiência tem sido de evitar o “playground” e alterar pouco a rotina de casa (estou há pouco menos de 2 meses, “lá”), saio cedo e volto tarde, procurando me ocupar para que nada se altere.

  19. solange0307

    julho 27, 2009 em 12:07 am

    Sabe Marcelo,
    Eu evitei o Play também…
    Manter-me ocupada era um desafio diário.
    Por isso criei a Metodologia dos blocos de tempo…

    Sentimento esquisito, né? mas, não se cobre muito!
    As vezes dar um tempo pra cabeça ajuda!

    Abraço, Sorte e Sucesso!

  20. Fabiano

    julho 27, 2009 em 4:35 pm

    Solange,

    Achei bem inteligente e divertido o texto ” Os pais no playground” – uma triste realidade tratada com muito bom humor! A teoria dos blocos é excelente também.

    Parabéns e sucesso.

    Fabiano

  21. solange0307

    julho 27, 2009 em 4:59 pm

    Oi Fabiano é triste mesmo! e tem gente que ainda insiste que não há crise!

    A teoria dos blocos de tempo fez sucesso, ainda essa semana devo publica-la na integra!

    Um abraço.

  22. Melagrião

    julho 30, 2009 em 6:07 pm

    Nem casei ainda, não sou executivo de multinacional, mas a situação já me preocupa… Por conta de alguns problemas na construção do meu futuro apartamento, montei um grupo para discussão e troca de e-mails. Nosso playground promete bons bate papos =D

  23. Manoel Belem

    novembro 23, 2009 em 12:18 am

    Solange,
    Muito interessante, perpicaz e quase uma cronica.
    Gostaria que vc se dedicasse mais a escrever desta forma pq vc tem estilo.
    ABS
    P.S. de uma olhada no http://www.falsadicotomia.blogspot.com

  24. on fashion

    julho 5, 2010 em 9:16 am

    just waiting for your blog updating.thanks

  25. Elaphyday

    julho 10, 2010 em 4:25 am

    I found your blog on google.I would like to offer my site: [url=http://www.myacaiberryreview.net]Acai Berry[/url]

Deixe um recado

O seu endereço de e-mail não será publicado.

De Dentro do e-commerce World!

Brasil é alvo diz ALIBABA

O Brasil na rota do e-Commerce Mundial

Publicado

Em

by MARCELO NINIO  DE PEQUIM para a Folha

“Somos uma força revolucionária”, diz Zeng Ming, estrategista-chefe do grupo Alibaba, a maior empresa de comércio eletrônico da China –e, em breve, a número um do mundo, preveem analistas.

A imodéstia de Zeng é explicada pelos números estratosféricos. Eles fizeram do Alibaba um fenômeno em constante crescimento desde sua criação, em 1999, época em que poucos na China sabiam o que era internet.

Jack Ma, fundadordo sitede e-commerce chinês Alibaba_ ecommercegirl.com

Jack Ma, fundadordo sitede e-commerce chinês Alibaba

 

Embora o sucesso não tenha se repetido no Brasil, onde o Alibaba desembarcou em 2010, Zeng afirma que o país tem potencial para ser um dos maiores mercados de e-commerce do mundo, e por isso é um dos alvos estratégicos da empresa.

“Pode demorar, mas os exemplos vão convencer os empresários brasileiros.”

“No início, ninguém acreditava na gente. Só quando os primeiros clientes começaram a receber grandes encomendas do exterior é que as pessoas começaram a aderir. Hoje, temos usuários em 200 países.”

O Alibaba não é um site para consumidores, mas uma espécie de comunidade de negócios que facilita a conexão entre empresários.

No jargão do setor, um modelo conhecido como B2B (business to business).

Segundo a revista “Economist”, que colocou a empresa na capa de sua edição mais recente, o grupo Alibaba movimentou US$ 170 bilhões em vendas no ano passado, superando as gigantes americanas eBay e Amazon somadas.

“Sem a estrutura e a tradição do varejo americano, mas com a tecnologia em rápida expansão, pudemos inovar e mudamos fundamentalmente a paisagem de negócios da China”, disse Zeng à Folha.

A inovação foi criar uma ferramenta que permitisse conectar pequenas manufaturas da China ao mercado local e internacional.

COGUMELOS

A mudança, afirma Zeng, não se limitou aos centros urbanos nem à indústria.

“Com a ajuda do Alibaba, pequenos fazendeiros passaram a vender mel, cogumelos ou tomates a fornecedores que estariam inacessíveis sem a tecnologia”, diz.

“O consumidor também ganhou. Com o aumento da oferta, os preços baixaram.”

Empurrado pelo interesse mundial pelo mercado asiático, o negócio criado pelo professor de inglês Jack Ma explodiu, indo além do B2B para gerar duas outras empresas de e-commerce.

Há duas semanas, Ma, 48, anunciou que deixará o cargo de presidente-executivo, em meio a especulações de que o grupo abrirá capital.

Analistas consultados pela “Economist” estimam que, com a oferta pública inicial de ações, o valor da empresa ficará entre US$ 55 bilhões e US$ 120 bilhões. Para efeito de comparação, o Facebook é avaliado em US$ 60 bilhões.

360graus_fotos_ecommerce_ecommercegirl.com

 

Continue lendo

E-commerce Girl NEWS

O Governo Diz NÃO para o e-Commerce

Decepção: Na contra mão do Mundo, Governo Brasileiro diz – e-Comercio Eletrônico não interessa ao Brasil

Publicado

Em

by Folha de São Paulo

Negócios

 relacionados a comércio eletrônico não terão prioridade no programa Start-Up Brasil, do governo federal, que prevê investimento de R$ 200 mil e apoio de gestão a empresas iniciantes.

É o que diz o secretário de política de informática do Ministério da Ciência e Tecnologia, Virgílio Almeida. Segundo ele : “Propostas como essa correm sério risco de ficarem sem aceleradoras e não serem aceitas. O que queremos estimular são softwares e serviços de TI para indústrias importantes, como a de educação, saúde e defesa”, diz.e, negócios apenas baseados na internet, como os de comércio eletrônico, não interessam devido à saturação e por não serem “estratégicos para o país”.

Na última quinta-feira, o governo lançou a segunda fase do programa, que vai apoiar até cem start-ups (empresas iniciantes de base tecnológica). As inscrições começam no próximo dia 31.

Serão quatro os critérios de escolha. O mais forte, com peso 4, será o modelo de negócios, no qual os interessados deverão mostrar qual o mercado a ser atingido, os possíveis concorrentes e o potencial de crescimento.

Depois será avaliada se a solução tem tecnologias inovadoras, com peso 3.

A qualidade da equipe terá peso 2 na avaliação e serão analisados o currículo dos participantes e a capacidade de executar o que propõem.

Por último, com peso 1, as start-ups deverão ter projetos alinhados com o Plano TI Maior. Os temas prioritários dessa iniciativa são educação, defesa, saúde, petróleo e gás, energia, sistemas aeroespaciais, grandes eventos esportivos, agricultura, ambiente, finanças, telecomunicações, mineração e tecnologias estratégicas.

Uma comissão com representantes do empresariado, do governo e da academia vai fazer a escolha. Além da verba de R$ 200 mil, as start-ups receberão um montante variável de investimento privado das nove aceleradoras que foram escolhidas para participar da iniciativa.

O programa também terá uma representação no Vale do Silício para divulgar as empresas participantes.na contra mão do e-Commerce eCommerce Girl

(por REINALDO CHAVES especial para a Folha )

 

 

 

Vagas para e-Commerce e Midia Digital

 

Continue lendo

Dicas E-commerce Girl

10 e-Commerces mais acessados do Brasil

O Ranking dos 10 comércio eletrônicos ( incluindo Compras Coletivas ) mais acessados no Brasil

Publicado

Em

ranking eCommerce Brasil eCommerce Girl

By Hitwise

No ranking de audiência a sites de comércio eletrônico divulgado pela Hitwise, unidade de pesquisa da Serasa Experian, o Mercado Livre se manteve como o serviço que mais teve visitas no país. Foram 10,11% de participação de mercado em fevereiro, mesma índice registrado no ano passado, seguido pela  Americanas, com 4,80% de market share em visitas (veja abaixo a lista completa). Na sequência aparece o Buscapé, com 3,47%, que saltou da sétima para a terceira colocação. O site tomou o lugar do Groupon, que ocupava a terceira posição em fevereiro de 2012, com 2,98%, mas caiu para o décimo posto neste ano, com apenas 1,86% de partcipação de mercado.

Outra mudança foi da Netshoes. A loja virtual de artigos esportivos caiu do quinto lugar, com 2,54% da audiência na categoria, para a sétima posição, mesmo ganhando alguns décimos de participação de mercado e somando 2,74% de share. O Magazine Luiza, que antes figurava na oitava posição, sequer apareceu entre top 10 deste ano.

Fontes de tráfego

As categorias de site que mais geraram tráfego para essas páginas foram “ferramentas de busca”, com 27,29% do volume de acessos, redes sociais e fóruns (17,52%), sites de e-mail (6,15%), lojas de departamento (5,50%) e recompensas e diretórios (3,67%).

Distribuição regional

A região Sudeste concentrou as visitas ao comércio eletrônico, com 61,42% da participação no período de 12 semanas, encerrado dia 2 de março. O Sul do país aparece na segunda posição, com 15,17%, enquanto o Nordeste, Centro-Oeste e o Norte ficaram com 12,14%, 7,74%, e 3,53%, respectivamente.

1. Mercado Livre (10,11%)

2. Americanas (4,80%)

3. Buscapé (3,47%)

4. Dafiti (3,35%),

5. Bom Negócio (3,05%)

6. OLX (2,78%)

7. Netshoes (2,74%)

8. Shopping UOL (2,52%)

9. Casas Bahia (1,87%)

10. Groupon Brasil (1,86%)

Vagas para e-Commerce e Midia Digital

Continue lendo

Facebook

Propaganda

Title

Trending